terça-feira, 24 de julho de 2007

sua chamada está sendo encaminhada...

Definitivamente eu odeio aparelhos de celular. Eles são lindos, tocam música, tiram fotos, assam pães e outras coisa que fogem ao meu conhecimento. E por serem tão multi-funcionais são absolutamente inúteis! Poderiam tirar a função "telefone" da peça, porque não faz muita diferença, pois é a única que não funciona direito. Sempre que eu preciso ou desejo falar com alguém o telefone não funciona, e quando alguém quer falar comigo também não consegue. Geralmente não me empolgo muito com as "maravilhas da tecnologia", pois a maioria é desnecessária. Embora acho que algumas invenções surgiram para facilitar a vida das pessoas, ou mesmo aproximá-las, e certamente o telefone móvel não é uma delas. A invenção da roda e o domínio do fogo ainda são as melhorias tecnológicas mas úteis e infalíveis da raça humana, e parece que não evoluímos muito depois disso, é tudo uma grande ilusão para manter a economia rodando...

sexta-feira, 20 de julho de 2007

"quando vai ser o próximo?"

Essa tragédia que houve esta semana com o avião me deixou particularmente abalada. Geralmente eu fico muito revoltada, indignada. Mas dessa vez foi diferente, fiquei impressionada, e por mais que tento perceber certos exageros da mídia na exploração dos dramas das pessoas que estão chorando a morte de seus queridos, o sentimento de identificação com essas pessoas foi o que mais me tocou. Cada vez que vejo ou leio uma notícia tratando sobre as famílias das vítimas, sempre dá aquele nó na garganta, a sensação de que estão falando de uma pessoa que eu também conheci, amava e perdi. O que mais dói em sentir isso é saber que é perfeitamente possível que eu tivesse perdido alguém que amo nesse acidente, e o mais terrível, que não estou livre de perder alguém que amo nessas condições. Enfim, que este país nunca foi sério eu sempre soube; e é muito triste perceber que não tem mais conserto. "Quando vai ser o próximo?"

quinta-feira, 19 de julho de 2007

se você experimentar sei que vai gostar

Se dá pra complicar, pra quê simplificar? Acho que esse foi um dos meus lemas. Estupidez sempre esteve presente na civilização, pra mim isso é um axioma. Mas não é de estupidez, complicações e outros atentados que provoco em mim diariamente que eu vim falar. Trouxe a boa nova! Nos últimos tempos o que mais buscava era estar de acordo comigo. Como isso é difícil, às vezes é muito mais fácil falar a verdade para outra pessoa, do que para si, por mais paradoxal que isso pareça. Porém, hoje eu consegui! Salve, salve! E está documentado num pedaço de papel. Me sinto mais próxima de mim, como se mais uma portinha do meu interior fosse gentilmente aberta. Dá uma sensação de serenidade, vontade de descansar, férias de mim, pelo menos por enquanto, é verdade...

sexta-feira, 13 de julho de 2007

morango + açúcar

Preciso registrar que nestes dias fiz uma geléia de morango absolutamente fabulosa! Na verdade esta geléia começou em 2003 quando experimentei uma geléia caseira da Noruega, trazida por um aluno de intercâmbio da faculdade, que gentilmente dividiu com os colegas, geléia esta feita pela sua avó. Fiquei maravilhada e nunca mais esqueci, mas naquela época não tinha a mesma intimidade com a cozinha que tenho hoje. No ano passado me arrisquei na geléia, não ficou muito boa, e acabou virando recheio de petit-four. Agora acertei a mão e pude comer uma geléia quase tão boa quanto a da senhora norueguesa. E o melhor: não vou passar mais vontade na época dos morangos!

quinta-feira, 12 de julho de 2007

ser feliz é...

Eu me sinto uma idiota quando descubro alguma coisa sobre minha personalidade, e por algum motivo ainda mais idiota eu esqueço ou abandono a descoberta. Felizmente me reencontrei com mais uma delas. Na lista de coisas que me deixam feliz inclui ler e terminar um livro que gostei. Livros me fazem feliz como poucas pessoas conseguem. Na minha estante tenho mais amigos que no catálago telefônico. Mas esta constatação está longe de ser triste, os livros que já li são infinitamente mais interessantes que a média das pessoas que já conheci.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

o senhor é meu pastor

Faz algumas semanas que a revista "Show da Fé" (aquela da igreja do R.R. Soares) veio parar na minha casa, mas não tenho idéia de como ou por que alguém jogaria na garagem... Bom, é claro que eu tive que ler a revista. Praticamente uma Veja-gospel. Na revista, tem História, uma extensa matéria sobre arqueologia bíblica, noticiando descobertas no oriente médio que corroboram fatos bíblicos. Tecnologia, desmentindo boatos veiculados na internet, por exemplo, que o M do McDonald's é o tridente de satanás, e na verdade o fundador da empresa fez uma doação de US$1,5 bi para o Exército da salvação. Relatos de cura, como da senhora que se curou de HPV através do programa de TV. Mas o que mais chamou minha atenção foi na sessão "celebridade", uma matéria com o Sylvester Stallone, que virou crente e usou o personagem Rocky Balboa para evangelizar; o texto tem o incrível título, "missionário dos ringues", e usa fontes até do Wikipedia. Lá na revista diz que aquele jeitão esquisito do Stallone falar deve-se a uma danificação de um músculo da face quando ele nasceu, por causa do uso do fórceps. Quem diria, show da fé é mais cultura e entretenimento para os fiéis!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

não julgue uma ameba antes de viver como uma

Ando muito preguiçosa. Sabia que precisava tirar o pé do freio das minhas neuroses, já que estavam prejudicando minha saúde e que causaria mais estragos. Não tinha como resolver meus problemas criando mais problemas às expensas de ansiedade, depressão, esporádicas crises de pânico, nervosismo, etc. Só preciso criar novos modelos de pensamento para lidar com o que já saiu e ainda sai errado. Com os mesmos pensamentos e ações certamente não vou muito longe de onde ainda estou, pelo menos não para a direção certa. E para fazer isso, o primeiro passo que soube dar foi esvaziar minha cabeça de tudo o que podia. Cabeça-de-vento com tempo ocioso levado ao pé-da-letra. Simplesmente existindo nos níveis mais primitivos do meu ser. Confesso que existir e ter a mesma atividade mental de uma minhoca é muito confortável, dá vontade de descer em algumas escalas evolutivas e subir nas árvores novamente. Mas antes de me tornar um híbrido de chimpanzé e bicho-preguiça, a civilização me chamou de novo. O que fazer senão atender ao chamado? O primeiro passo parece-me concluído, a saúde está voltando ao normal, o humor também melhorou bastante, e o melhor, tenho chorado bem menos!

segunda-feira, 2 de julho de 2007

o segredo é amor

Meu hobby favorito atualmente é cozinhar. É terapêutico. No início apreciava mais cozinhar do que comer, e aos poucos vou me educando para aprender a comer sem preconceitos, com o paladar aberto e livre. Adoro cozinhar, não sei o que mais me fascina, se é a alquimia dos ingredientes; o que era leite, farinha, ovos vira um bolo fofinho, e as inúmeras possibilidades dentro da culinária. Também adoro o ritmo próprio dos alimentos, pois tudo dentro da cozinha tem seu próprio tempo, o chef faz sua parte, mas de um determinado ponto em diante a panela ganha vida e vontade próprias, e geralmente nada pode ser antecipado ou retardado sem prejuízo ao sabor do prato. Aprendi também que nossos sentimentos ficam "impressos" na comida, é como se os alimentos captassem o que sentimos e fazem disso um temperinho a mais. Cozinhar com raiva, preguiça ou má-vontade... tudo isso estraga mais um prato que exagerar no sal ou queimar o soufflé. Por isso sempre prefiro me entregar à culinária sem pressa, com dedicação, devoção, como deve ser em tudo que fazemos com aquele prazer genuíno.