sábado, 22 de setembro de 2007

batman & robin

Esses dias tive uma gripe forte, daquelas rápidas e "noucateantes". Excetuando todos os sintomas desagradáveis de uma gripe, que não merecem atenção agora; os piores que permaneceram - mesmo depois da febre - foram as ausências de olfato e paladar. Parece que não, mas esses dois sentidos são tão importantes como visão ou audição. Sem eles perde-se uma grande fonte de referência do mundo, a vida sem a profusão de odores e sabores é extremamente sem graça. Os melhores e os piores cheiros me fizeram perceber que uma parte importante do meu cotidiano estava faltando, tudo ficou diferente, era como se estivesse usando um óculos desfocado. Senti falta do olfato até mesmo quando seria desejável, ao recolher cocô de cachorro; fiquei desorientada quando lambi o limão e senti uma leve lembrança do gosto, e sem falar que salguei demais o recheio da esfiha por não ter ninguém que pudesse provar pra mim.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

coisas pequenas

Sábado à tarde, comendo amora docinha do pé, enquanto o namorado lê Orwell, na companhia das adoráveis "cachorrinhas": são momentos assim que se eternizam no coração e fazem a vida valer a pena.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

vida besta

Sempre achei que na minha vida não tem exatamente uma trilha sonora, mas uma "trilha poética". Em alguns momentos sempre lembro de um verso que me conta o que estou sentindo. Hoje é o dia deste, e Drummond para todos os outros dias. Não é Itabira, é São Paulo, na minha casa, na minha alma. O poema chama "Cidadezinha qualquer":
Casa entre bananeiras
mulheres entre laranjeiras
pomar amor cantar

Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.

Devagar... as janelas olham.
Êta vida besta, meu Deus