moralismo à brasileira
A essa altura, na campanha eleitoral em SP não se fala em outra coisa, a não ser na campanha da Marta que faz perguntas se o Kassab é casado, se tem filhos, tacitamente sugerindo sua homossexualidade. Várias vozes se levantaram em repudio à campanha, censurando o preconceito, a estratégia "tiro no pé" da Dona Marta, que deve perder a eleição. Todos dizem que a vida particular de um político nada interfere ou acrescenta para a vida pública, e muito blábláblá politicamente correto. Duas coisas: já tá combinado, o Kassab é viado (ih, rimou!). E daí se ele é beesha? Pode ser um bom prefeito, relaxa e goza, gente! Não defendo a Marta, mas defendo a idéia de que a vida particular de um político interessa sim aos eleitores. E se o sujeito espanca a mulher, e se ele abusa da enteada, se ele chuta cachorro, se enfiou a mãe no asilo? Pode ser um crápula na vida particular que basta ser um administrador competente? Estamos na esfera da democracia representativa, e escolha é quase que inteiramente baseada em carisma pessoal do que em competência (se não, o semi-analfabeto do Lula, que não tem escolaridade para varrer a rua e nem experiência administrativa para ser síndico, não seria presidente). Adoramos saber da vida particular de nossos vizinhos, dos atores das novelas e por que não dos políticos que interferem bem mais na nossa vida?


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