terça-feira, 30 de outubro de 2007

socorro!

Então é isso, já tem data marcada, em 2014 eu fujo do país. Não quero presenciar momentos de idiotice coletiva, ufanismo futebolística, esse nacionalismo estúpido com data para começar e data para acabar. Mas por outro lado, dá gosto de ver, finalmente depois de 5 anos, ver aquele pinguço-presidente se empenhando em fazer alguma coisa que não seja churrasco. Realmente é um presidente defendendo os interesses reais e necessários do povo. E agora ficou mais fácil acreditar que ele passa a faixa em 2010, para voltar anos depois para ser mais um torcedor boçal com privilégio de chefe de estado. Eu quero fugir!

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

sabedoria helênica

Esses gregos sabiam das coisas: "Em primeiro lugar, é preciso aceitar o que, com razão, dizia Hipócrates, quando propunha uma dieta sadia: exercícios, alimentos, bebidas, sono, prazer do sexo, tudo com moderação". Os gregos ainda qualificavam os alimentos em quatro categrias básicas: seco, úmido, quente e frio. E as pessoas também eram classificadas por essas qualidades, de acordo com a etapa da vida: crianças são quentes e úmidas, os jovens são quentes e secos, os adultos secos e frios, os velhos úmidos (ou secos) e frios. Logo as pessoas deveriam se alimentar inversamente à sua constituição, principalmente para reestabelecer a saúde, já que alimentação e medicina estavam intimamente ligados. Ultimamente tenho me abastecido de conhecimentos inúteis através da leitura de um tijolo chamado História da Alimentação.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

penso, logo desisto

Eu troquei o pensar pelo sentir. Não que tenha deixado de pensar e virado uma bolha de sentimentos, mas o ato de pensar deixou de ser o mais importante. Pensar é uma boa forma de passar o tempo, dá para acumular bastante conhecimento vendo como outras pessoas pensaram e depois escreveram seus pensamentos, mas de uma forma ou de outra tudo isso acaba se mostrando inútil para aquilo que interessa, pelo menos para aquilo que me interessa. Percebi que poderia passar o resto da vida sabendo sobre o que os outros pensaram, eu mesma pensando em assuntos diversos e alheios ao que realmente me interessa, podeia passar a vida conhecendo o mundo, aos outros, e sem conhecer a mim mesma. Vi o quanto isso era triste, como a existência seria vazia se continuasse nisso. Mas sentir é muito mais difícil que pensar, provavelmente porque ninguém nos ensina como sentir e nem somos estimulados a isso, pura falta de prática. Aprender a sentir é quase como aprender a ler e escrever, requer muita persistência, desconstrução de tudo o que sabia antes. E quando o sentir começa a se tornar um hábito, um novo mundo se abre, devagar sei um pouco mais sobre a ilustre desconhecida que sou. Hoje considero primordial saber mais sobre mim mesma, e nem tanto sobre os outros assuntos, saber quem sou, do que realmente preciso, onde devo estar, e com quem. Pensar virou um apêndice, uma ferramenta do sentir, que às vezes complementa e às vezes distrai.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

é uma cilada, bino!

Sempre fui uma curiosa do feminismo, mas não muito. Não acompanho os debates sobre o tema, não conheço as vertentes, entretanto gosto de exercitar a matéria para a qual estudei e observar comportamentos. Em uma palavra acho que o feminismo serviu para beneficiar exclusivamente os homens, de repente foi até criado e fomentado por eles! É fácil ver como os homens estão lépidos e soltos com o novo arranjo das coisas, estão livres de muitas responsabilidades e pressões, como serem os caçadores na conquista, ou os provedores do lar. E as mulheres estão correndo feito barata tonta de um lado para o outro, porque é preciso ser uma mulher moderna, profissional competente, mãe exemplar, dona-de-casa impecável, mulher atraente e capaz de orgasmos múltiplos: tudo ao mesmo tempo agora. Não basta ser igual em direitos aos homens, é preciso ser melhor que eles, e esfregar na cara essa superioridade. Mas vejo que as mulheres querem fazer tudo e não fazem nada direito: a casa quem cuida é a empregada, o marido terceiriza para a amante, o filho deixa na escolinha, no trabalho estão sempre chorando quando levam bronca do chefe e ganhando menos. Não sei para onde vai essa geração de mulheres-saídas-da-adolescência-de-qualquer-idade, apenas vejo que o movimento feminista ainda não terminou, está em pleno processo de andamento. Talvez um dia as mulheres estudem um pouco mais de história e também vejam que não precisam fazer tudo sozinhas, mas que pelo menos façam uma coisa direito, nem que seja a chapinha. E como este blog não tem leitores, talvez alguns desavisados que caem aqui sem saber como chegaram, aviso ao vento que não tenho rótulos, apenas procuro as formas mais peculiares de ver o mundo, e não as convencionais, que são limitadoras e entediantes.