variedades inúteis
Essa história da menina que voou pela janela parece uma gripe: quando você respira aliviado pensando que já passou, ela volta com força total te derrubando na cama. Aí recebo um e-mail informativo do NAU com o novo blog, e logo na mensagem já convida o leitor a ler o texto que a Sylvia Caiuby escreveu sobre... a menina que foi atirada janela afora. A Sylvia Caiuby tem pinta de caminhoneiro, fala como caminhoneiro, se veste como caminhoneiro. Deixa Pedro e Bino parecendo duas moças do século XIX que lêem romances, tocam piano e falam francês. Sylvia Caiuby parece uma Dilma Roussef acadêmica, e esta é igualmete caminhoneira. Entretanto, a Sylvia escreveu um texto bacaninha (é, não tinha adjetivo mais infeliz pra escrever) comparando os elementos da história pseudo-policial presente com os contos de fada, com madrastas malvadas, mães omissas e pais idiotas. Eu sou uma apreciadora destes contos, tenho livros dos irmãos Grimm, e gosto da forma como folclore medieval e psicanálise convergem nestas histórias. Já o NAU comporta todas as pesquisas antropológicas inúteis, bizarras e desnecessárias que o mundo acadêmico oferece, mas com sérias restrições orçamentárias. No geral eles fazem "pobrelogia", e dão nomes politicamente corretos como festa popular, religião popular, comunidades carentes, etc. É o que eu chamo de síndrome de Lady Di, que tinha cara de sonsa, ia passar a mão na cabeça de pobre que tinha perdido a perna em minas, e depois voltava para sua vida confortável com sua consciência sonsa em paz.


